Non è una coincidenza

Photo by Priscillakittycat

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With every day that passes, I believe less and less that there are coincidences.  Today I went to the supermarket (Conad) to stock up on food and supplies.  I browsed the wines section and decided to choose a Chianti.  I only wanted one bottle because during orientation our Wine Sommelier said that most people here drink Chianti and it’s a much stronger wine than what we’re used to in the US.  Therefore, I knew that one bottle would last me at least a week: one glass each evening.

Did I tell you that during orientation we had a lesson on how NOT to drink our wine?  Orientation for the group of 200 something college-age students included a half-hour session on safety, aimed primarily at the women.  In a room of more than 200 people, I counted fewer than 20 males.

We had a feisty Italian woman tell us that American girls are so nice and sweet and some Italian men try to take advantage of that. She said: “American women are so nice.  Italian women are not.  We are rude.  It’s okay to be rude to Italian men.  They are used to it.  They are too sticky”.

Anyhow, going back to the wine drinking lesson.  We were informed that drinking wine to get drunk is not part of Italian culture. Our Provost, an American, said that college students come here with the intention of getting wasted but this behavior looks very bad for the Americans.  When Italians see a drunk person passed out on the street, the person is likely an American…an Australian…or a Brit.  And the Italians say: “Brutta Figura”, or ugly figure.

I keep going off on tangents-sorry.  We were talking about coincidences.  There are none.  As I said in the introduction to this post, I was in the wine aisle at a Conad supermarket and I had to choose only one bottle from a plethora of varieties.  There’s something about wines with Saint names.  Could it be that I feel less guilty when I drink a wine with a Saint’s name on the bottle?  There were several Santa wines to choose from and I chose a bottle of 2011 Santa Cristina.

Where am I going with this?  Well, later that day I attended a reception for new students.  We left the reception and a couple of classmates picked up a large magazine titled, “Blending”.  It looked like a fashion magazine so I grabbed one, too.  It turned out to be a student-run Florence University of the Arts (FUA) magazine.  I read a few pages of quite impressive writing and came to one page whose copy was written within the margins of a wine bottle’s shape.  It seems that the Santa Cristina winery is a partner with the FUA Apicius School (that’s where I study) and the partnership involves an online cookbook with recipes prepared by Apicius chefs and students as well as wine pairing suggestions. http://www.santacristina1946.it/en/cookbook    Out of all those wines I chose Santa Cristina…Non è una coincidenza!

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Ja nao acredito mais em coincidencias.  Por exemplo, hoje fui ao supermercado para comprar as necessidades do dia a dia.  (Agua, vinho, iogurte, papel higienico, papel toalha, biscoitos, latas de atun…etc.)  Na hora de escolher o vinho, fiquei sem saber o que fazer porque haviam tantas opçoes.  Sempre gostei de comprar vinhos com o nome de Santo.  Acho que isto faz a gente pensar que esta tomando uma bebida santa…ajuda a anular o sentido de culpa por estar tomando.

Eu sabia que precisava de apenas uma garrafa para durar a semana enteira porque durante a orientacao da escola nos disseram que  o vinho mais tomado aqui se chama Chianti…e este vinho é muito mais forte do que os vinhos que costumamos beber nos EUA.  Tambem nos deram uma aula de segurança pessoal.  A palestra foi feita por uma Italiana de opiniao.  A bichinha era “muié macho”.  Num salao de pelo menos 200 pessoas, contei so 20 homens.  A palestra era mesmo direcionada as mulheres do grupo- ou seja mais de 200 alunas universitarias, na faixa de idade dos 19 aos 22 anos.

Durante a palestra a muiézinha italiana disse que as meninas americanas sao muito boazinhas…e que confiam demais nos italianos. Ela falou: “As americanas sao tao boazinhas, mas nos, as italianas, nao somos.  Nos somos rude.  Os homens italianos estao acostumados com nos.  Nao tem problema voces serem rude come eles.  Eles nao tem vergonha”.

Parecia que o discurso foi feita para mim, pois naquela manha eu estava no mercado central e fui seguida por um italiano.  Até boa pinta, ta.  Ele foi caminhando comigo e conversamos.  Foram muitos elogios…”bella”,  “mama mia”.  Aqueles olhares que so italiano sabe dar.  Ele queria saber tudo sobre mim.  E eu fui so falando, e falando.  Mas quando perguntava sobre ele, o bicho mudava de assunto.

Ele pediu meu numero de telefone.  Voces podem imaginar a minha vergonha (e deçepçao) quando fui na orientaçao naquele mesmo dia e ouvi  a lista de coisas que nao devemos fazer:  1) Nao dar bola para os italianos 2)Nao dar o numero de telefone para homens desconhecidos…Até ai eu ja tinha rompido todas as regras.  Aposto que nem as americans de 20 anos sao mais bobas. Agora meu telefone toca pelo menos uma vez por dia e mostra o numero do “Marco”.  Se é que ele chama Marco mesmo, porque na orientaçao tambem nos disseram que eles usam nomes diferentes.  Ave Maria, será que é assim mesmo?  Tenho cá minhas duvidas que a situaçao é tao assustadora mas vou seguir o conselho da italiana muié macho e nao vou atender o telefone.

Contei para as amiguinhas da escola (para mim elas ainda sao moçinhas).  Uma delas estuda em New York, mas nasceu na Arabia Saudita.  Ele me disse que eu nao devia me sentir mal por ter dado o numero para o Italiano porque ela viajou de New York para Frankfurt com um velho Syrio sentado do lado.  Ela tem o sono muito pesado e dormiu logo.  Quando ela acordou de madrugada o Syrio estava lisando o rosto dela e catando cafuné no cabelo dela!  Ela perguntou o que ele estava fazendo e o homem disse que estava tentando acorda-la para o jantar.  So que a refeiçao ja tinha sido oferecida a horas…

Okay, voltando ao assunto de coincidencias.  No meio de todos aqueles vinhos, eu escolhi um Santa Cristina de 2011, nem muito barato, nem caro.  Naquela noite fui numa recepçao para nos – os novos alunos.  Na saida havia uma mesa com folhetos e revistas. Peguei uma revista e trouxe para casa.  Li uns artigos muito bons, todos escritos por alunos da universidade.  Entre eles havia um texto sobre a parceria entre a escola de culinaria e a vinicula Santa Cristina!  A Santa Cristina e a minha escola colaboram para oferecer receitas online.  Os alunos e os chefes da escola contribuem as receitas e ofereçem sugestoes de vinhos para acompanhar cada prato.  http://www.santacristina1946.it/en/cookbook   Ja disse – e repito…nao existem coincidenias…

PS – Alguem sabe me dizer como posso colocar o chapeuzinho na letra “e”?  Sei os codigos para os outros acentos mais esqueçi qual numero corresponde ao “e” com chapeuzinho.  Chama se circuinflexo, neh?

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